quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Haemophilus Influenzae B (Hib)

É uma bactéria que atinge principalmente crianças de até 5 anos de idade, infeccionando principalmente nariz e garganta e evoluindo para a pele, ouvidos, pulmões, articulações, membranas que revestem o coração, medula espinhal e cérebro.
Essa bactéria pode evoluir para doenças com casos clínicos mais graves como pneumonia, inflamação na epiglote, dor de ouvido, infecção generalizada na corrente sanguínea, inflamação no pericárdio, inflamação das articulações e sinusite. Sendo a pior de todas as doenças que essa bactéria pode gerar é a meningite, que geralmente tem início com súbito de febre, dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos e rigidez de nuca.
O contagio com a bactéria Haemophilus Influenza B (Hib), causa de sequelas de 3 à 5% das pessoas que sobreviveram ao contagio.
Essa bactéria é transmitida através do contato com pessoas contaminadas, mesmo que estes não apresentem manifestações cínicas. A bactéria passa de pessoa para pessoa através das secreções das mucosas nasais.
O diagnóstico etiológico depende de métodos laboratoriais, como cultura de líquor, testes de aglutinação do látex e contra-imunoeletroforese. O prognóstico depende da precocidade com o qual a identificação da doença e seu agente etiológico é feita, da idade e das condições clínicas do paciente, além do começo imediato do tratamento.

Característica do Agente Etiológico

O agente etiológico é o Haemophilus influenzae sendo do tipo b o mais frequente, podendo ocorrer meningite por outros sorotipos, como a, c, d, e, f. A família de Haemophilus possuem como características ser gram-negativo, imóvel, capsulado (em casos de Meningite, principalmente), pleomórfico, as colônias geralmente possuem aspecto acizentado, cultivam-se em meio rico e com alta quantidade de CO2, são nutricionalmente exigentes e são comensais de mucosas no trato respiratório superior, principalmente nasofaringe. E a espécie Haemophilus influenzae é uma das mais relevantes, presente na flora normal de mucosas, causa infecções invasivas. O H. influenzae sorotipo B (Hib) é o principal agente da meningite bacteriana.
Possui como fatores de virulência:
·         Cápsula polissacarídica: constituída de PRP (poli-ribosil-fosfato).  Há variações na cápsula que possibilitam agrupar o H. influenzae em 6 sorotipos, com diferentes determinantes antigênicos.
·          Endotoxina (LPS).
·         OMPs = proteínas de membrana externa.
·         Fímbrias = interação bactéria-hospedeiro.
·         IgA protease = é liberada pela bactéria e degrada IgA. Constitui, junto com a cápsula, o principal fator de virulência da bactéria → proteção contra fagocitose.
·         Resistência a antibióticos = ampicilina e cloranfenicol. Em geral, observando espécimes clínicas de um indivíduo doente, serão observadas bactérias capsuladas, já que esta estrutura é um dos principais fatores de virulência da bactéria. 
As bactérias capsuladas frequentemente causam meningite, podendo entrar pela mucosa respiratória, provoca bacteremia e se espalhar sistemicamente.  Daí, pode chegar nas meninges, onde se multiplica. Mas também pode ocorrer de uma infecção não-invasiva na mucosa respiratória, a bactéria pode adquirir cápsula e causar uma infecção invasiva.  Na mucosa respiratória, a bactéria se multiplica e libera substâncias que podem prejudicar as células locais.  A seguir, tais bactérias podem invadir os tecidos subjacentes, causando problemas locais (infecção não-invasiva).  Porém, caso a bactéria atinja o sangue e adquira um aspecto de bacteremia, tem-se uma infecção invasiva. Um exemplo é a pneumonia, que inicialmente é localizada.
A determinação da etiologia é essencial para o manuseio clínico dos casos e alteração do prognóstico de uma doença de gravidade considerável.
De acordo com um dos artigos estudados: Haemophilus influenzae tipo b: situação epidemiológica no Estado de Minas Gerais, Brasil, 1993 a 1997, eles pesquisaram que no Estado de Minas Gerais, de 1993 a 1997, foram notificados 11.441 casos de meningites, dos quais 5.649 (49,4%) bacterianas e do total das meningites bacterianas, 62,0% tiveram a etiologia identificada e 38,0% foram classificadas como bacterianas não-especificadas. Dos agentes etiológicos, Haemophilus influenzae foi o segundo mais abundante com 720 casos (12,7%). No estudo desse artigo, a etiologia foi determinada por citoquímica em 44,6% dos casos, bacterioscopia em 11,7%, cultura em 10,8%, aglutinação do látex em 7,9% e contra-imunoeletroforese em 1,8%. Em 23,1% dos casos, a classificação etiológica foi feita por critério clínico-epidemiológico. A meningite bacteriana especificada foi diagnosticada por cultura em 94,2% e aglutinação do látex em 3,8% dos casos. A meningite bacteriana não especificada foi diagnosticada por citoquímica em 64,2%, bacterioscopia em 34,9% e cultura em 0,3% dos casos, porém nas meningites, a punção lombar e o exame do líquor são realizados em grande parte dos casos, cujo não foi usado no trabalho do artigo pela limitação dos recursos do laboratório.

Imagem 2: Distribuição proporcional das meningites bacterianas de maior ocorrência no Estado de Minas Gerais, no período de 1993 a 1997, segundo etiologia e faixa etária. Retirada do link: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v19n5/17799>.


Diagnóstico da Meningite

Diagnóstico Geral:
     Primeiramente observa-se os sintomas do paciente, que normalmente trata-se de uma criança com idade na faixa de menos de 1 a 5 anos. Esses sintomas que alertam para um possível caso de meningite são: febre, cefaleia (dor de intensidade variável, localizada ou difusa, em qualquer parte da cabeça), vômitos, rigidez de nuca, sonolência, convulsões. Já em pacientes com idade inferior a 1 ano, os sintomas de irritação meníngea normalmente não aparecem, apresentando assim apenas vômito, sonolência, irritabilidade, convulsões e abaulamento de fontanela(uma curva suave para fora (externa) da moleira ou fontanela de um bebé).
Além disso, podem ser feitos dois tipos de testes físicos: o sinal de kerning e o sinal brudzinski. A forma de execução desses testes de diagnóstico é exemplificada na imagem abaixo:
Diagnóstico específico:
    Para descobrir o agente causador da meningite, se faz uso do principal exame laboratorial é o exame do líquor. Esse teste trata-se da análise do Líquido Céfalo Raquidiano, onde esse apresenta-se turvo com cor branca leitosa ou xantocrômica. Os resultados bioquímicos evidenciam, em uma constatação de meningite, glicose e cloretos diminuídos, proteínas elevadas, celularidade muito aumentada devido a presença de neutrófilos polimorfonucleares. O Gram do sedimento do LCR pode evidenciar a presença de bacilo gram negativo pleomórfico. Pleomorfismo se refere a capacidade de variar sua forma de acordo com o período do ciclo de vida/reprodutivo ou das condições ambientais.
É realizada em seguida a cultura do líquor para o diagnóstico explícito do agente causador. As hemoculturas são usadas como complemento do exame do líquor.
A tabela abaixo evidência a diferença dos valores considerados normais para um indivíduo que não apresenta meningite e os valores padrões que configurariam um teste positivo para a doença. Lembrando que existe, além de bactérias, outros agentes causadores de meningite como vírus, por exemplo.


Outros tipos de exames que podem ser feitos:
  • ·         Contra-imuno-eletroforese cruzada (CIE)
  • ·         prova do Látex sensibilizado (anti-Hib)

Ambos acima podem ser realizados após o uso de antibióticos, com pouca interferência nos seus resultados.

Caso Clínico

Caso Clínico II:
   M.J.S., mulher de 52 anos. Deu entrada com quadro de cefaleia holocraniana de forte intensidade, vômitos frequentes e dores na nuca há 8 dias, além de febre de 40°C naquele dia. Exame físico evidenciou rigidez de nuca (sinal de Brudzinski presente). Após coleta do líquido cefalorraquidiano, isolou-se Haemophilus influenzae tipo B em cultura. Paciente evoluiu com rebaixamento do nível de consciência, hipertensão arterial e febre de difícil controle sendo estabilizada e encaminhada à unidade de terapia intensiva, necessitando de ventilação mecânica invasiva e uso de drogas vasoativas. Evoluiu de forma desfavorável durante sua permanência na UTI, com infecção de foco urinário e insuficiência respiratória aguda devido a pneumonia associada à ventilação mecânica por Pseudômonas aeruginosa. Após 46 dias de tratamento com antibióticos específicos e suporte clínico em UTI e 21 dias em enfermaria, recebe alta com quadros clínico e hemodinâmico estáveis, consciente e orientada, recebendo assistência médica, fonoaudiologia e fisioterapêutica em home care.

Caso Clínico II:
   Criança de 27 meses de idade, do sexo masculino, previamente saudável, com programa nacional de vacinações cumprido, incluindo 4 doses de vacina anti-Hib (anti-Haemophilus influenzae tipo b) efetuadas aos 2, 4, 6 e 18 meses, foi internada por quadro de sépsis com meningite. Na história regista-se uma infecção respiratória alta, medicada com um macrólido, havendo agravamento clínico ao 5° dia de tratamento, com febre, cefaleias e prostração. Nas hemoculturas e exame bacteriológico do líquido cefalorraquidiano foi isolado, por reação de aglutinação com anti-soro monovalente, específico para o sorotipo b, o Hib. Efetuou terapêutica com dexametasona (0.6mg/kg/dia) e ceftriaxone (100 mg/kg/dia), 4 e 10 dias, respectivamente. Teve boa evolução clínica. Os contatos fizeram quimioprofilaxia com rifampicina. O doseamento de imunoglobulinas e subclasses de IgG foi normal bem como o estudo do complemento. Foram efetuados estudos funcionais «in vitro», conforme tabela I. A imunofenotipagem dos linfócitos revelou diminuição na percentagem de linfócitos CD 45 RO/CD4 [16% (N: 23 a 34%)No seguimento desta criança, efetuado durante 18 meses pós-infecção, constatamos um desenvolvimento adequado à idade, nomeadamente na aquisição de linguagem. Aos 3 anos de idade, foi reavaliada em termos imunológicos, na sequência de clínica de rinite alérgica. O doseamento de IgC, IgM, IgA e complemento foi normal. A IgE revelou um ligeiro aumento da IgE (53.8 KUUL). O RAST para o Dermatophagoides pteronyssinus foi de 12.7 UK/1 (Classe III). Nos estudos funcionais «in vitro» detectou-se uma resposta imunológica normal para o polissacárido capsular do pneumococo e uma perda da imunidade para o toxóide tetânico. A imunofenotipagem linfocitária foi normal, nomeadamente na percentagem de linfócitos CD 45/RO.


Tratamento

Após o diagnóstico de meningite inicia-se a antibioticoterapia de acordo com a idade do paciente, classificando-o em recém-nascido, de um a três meses, de três meses a cinco anos e maiores de cinco anos. Para recém-nascidos administra-se ampicilina e cefalosporina de 3ª geração, enquanto pacientes de um a três meses recebem somente cefalosporina de 3ª geração. Já para pacientes de três meses a cinco anos, administra-se ampicilina e cloranfenicol, e para pacientes maiores de cinco anos administra-se apenas ampicilina.
            Porém, ao isolar o agente, restringe-se o espectro de antibiótico. No caso do Haemophilus influenzae, mantém-se apenas o cloranfenicol (quando inicialmente associado a ampicilina) ou cefalosporina (se iniciada previamente). O clorafenicol deve ser administrado em doses de 75 a 100 mg/kg/dia, podendo ser associado a doses de EV com 6g/dia (fracionadas em 4 tomadas de 6/6h, 30 min antes das doses de antibióticos). Outra alternativa é o uso de ceftriaxone, na dose de 100mg/kg/dia e EV, até o máximo de 4 g/dia, divididas em duas tomadas (de 12/12h).
Estes tratamentos devem ser feitos no total de sete a dez dias e, posteriormente, realizar-se a punção de controle de antibiótico após sete dias, caso evolua sem intercorrências. Se houver  pleocitose persistente e outras alterações no Líquido Cefálio Raquidiano, assim como na clínica da criança, deve-se manter o uso dos antibióticos e   repuncionar em 72h.  

 

Bibliografia

  • ·         MIRANZI, Sybelle De Souza Castro; CAMACHO, Luiz Antonio Bastos; , Joaquim Gonçalves Valente. Haemophilus influenzae tipo b: situação epidemiológica no Estado de Minas Gerais, Brasil, 1993 a 1997. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 19(5), p. 1267-1275, set./out. 2003. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/csp/v19n5/17799>. Acesso em: 04 out. 2017.
  • ·         PARANÁ GOVERNO DO ESTADO. (dvvtr - agravos epidemiológicos) meningite por haemophilus influenzae. Disponível em: <http://www.saude.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=520>. Acesso em: 04 out. 2017.
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  • ·         VALE, ANA AMÉLIA; , CONCEIÇÃO QUINTAS. Infecção por Haemophilus Influenzae Tipo b em Criança de 2 Anos Vacinada. Acta Pediatr. Por, [S.L], v. 33, n. 4, p. 279-81, 200. undefined. Disponível em: <http://actapediatrica.spp.pt/article/viewFile/5192/3956>. Acesso em: 04 out. 2017.

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  • ·         HEATHLINE. Análise do líquido cefalorraquidiano (lcr). Disponível em: <https://pt.healthline.com/health/analise-do-liquido-cefalorraquidiano-lcr#purpose5>. Acesso em: 04 out. 2017.
  • ·         TUASAUDE. Exames que confirmam a meningite. Disponível em: <https://www.tuasaude.com/diagnostico-da-meningite/>. Acesso em: 04 out. 2017.
  • ·         MEDICINA GERIÁTRICA. Meningite por haemophilus influenzae. Disponível em: <http://www.medicinageriatrica.com.br/2012/05/12/meningite-por-haemophilus-influenzae/>. Acesso em: 04 out. 2017.
  • ·         O EXAME NEUROLÓGICO. Sinais de irritação meníngea. Disponível em: <http://simbrazil.mediviewprojects.org/index.php/sinais-de-irritacao-meningea>. Acesso em: 04 out. 2017.
  • ·         FARMÁCIA SAÚDE. Abaulamento da fontanela. Disponível em: <http://www.farmaciasaude.pt/site/index.php?option=com_content&view=article&id=339%3aabaulamento-da-fontanela&catid=53%3asintomas&itemid=226>. Acesso em: 04 out. 2017.
  • ·         SIMÕESI, L. L. P. et al. Impacto da vacinação contra o Haemophilus influenzae b na redução de meningites, Goiás. Hospital de Doenças Tropicais, Goiânia, GO, Brasil, v. 38, n. 5, out./out. 2004. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0034-89102004000500008&script=sci_arttext&tlng=pt>. Acesso em: 04 out. 2017.




Meningite causada por Streptococcus pneumoniae

IFRJ – Curso: Biotecnologia
Data: 04/10/2017
Professor: Leonardo Emanuel de Oliveira Costa
Alunos: Júlia Pereira, Kevin Crystian, Laryssa Messias e João Miguel

Meningite pneumocócica

  1. Introdução
A meningite é uma doença caracterizada pela inflamação das meninges, membrana que recobre o encéfalo (parte do cérebro). Ela pode ser viral, fúngica ou bacteriana e atinge principalmente crianças entre 0 a 5 anos, as bacterianas e virais são as mais rigorosas e podem causar paralisia. Para cada um dos tipos de meningite há sintomas e tratamento específico, ela é uma doença não contagiosa e tem vacina prevista no calendário de vacinação do SUS (Sistema Único de Saúde).
O Ministério Público considera a meningite uma doença endêmica, sendo assim, ao longo do ano o governo está preparado para ocorrências da doença, epidemias em certas regiões e surtos. Uma característica importante a ser pontuada é que no inverno é mais corriqueira a ocorrência da meningite bacteriana e no verão a meningite viral.
Além da meningite viral e bacteriana, há a meningite que pode ser transmitida por fungos, que pode resultar de causas não infecciosas como alergia a alguns tipos de medicamentos, reações químicas e alguns tipos de câncer.
A meningite viral pode ocorrer por meio de variados tipos de vírus, sendo o tipo de meningite mais comum e que apresenta menos perigo para o paciente. Os diferentes tipos de vírus que circulam com mais intensidade no verão podem ser transmitidos por meio da água, alimentos e objetos que estejam contaminados.
A meningite bacteriana exige muito mais cuidado e atenção, pois é o tipo mais perigoso da doença. A meningite bacteriana acontece quando algum tipo de bactéria entra na corrente sanguínea e atinge o cérebro, podendo causar consequências severas. A bactéria também pode ser proveniente de uma infecção no ouvido, fratura ou até cirurgia nos casos mais raros.
A meningite pelo Streptococcus pneumoniae continua sendo grande causa de preocupação para os clínicos pela sua letalidade e morbidade, sendo o agente etiológico mais frequentemente associado com morte e com sequelas graves na infância. A morbidade atinge, em estudos internacionais, 20 a 30%, e a mortalidade, 10% 1,4, 5. Esses dados não se alteraram muito nos últimos 30 anos.

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  1. Agente etiológico
Tem- se como os principais agentes etiológicos das meningites os listados abaixo.
Um desses agentes é o pneumococo, nome comum da espécie Streptococcus pneumoniae, é uma bactéria gram-positiva, capsulada, dispõem-se em pares, chamados de diplococos. Vistos ao microscópio assumem formas redondas, como esferas. Tem 90 sorotipos imunologicamente distintos de importância epidemiológica mundial, pois é agente causador de várias doenças graves que podem conduzir à morte.
O principal fator de virulência destes microrganismos reside na cápsula de polissacarídeos que está presente na sua estrutura celular. Este tipo de cápsulas protege o organismo da fagocitose. Por outro lado, as cápsulas dos pneumococos são antigénicas o que resulta numa atuação de anticorpos específicos que neutralizam os pneumococos, numa segunda linha de atuação do sistema imunitário. O combate a estes microrganismos é bastante difícil e lento.
Resultado de imagem para Streptococcus pneumoniae

  1. Sintomas
  • Febre acima de 38º C;
  • Vômitos e náuseas constantes;
  • Vermelhidão por todo o corpo;
  • Dificuldade para movimentar o pescoço;
  • Hipersensibilidade para a luz;
  • Confusão e delírios;
  • Convulsões.

Além disso, quando este tipo de meningite surge nos bebês também pode provocar outros sinais como moleira funda, recusa para comer, irritabilidade excessiva ou pernas e braços muito rígidos ou completamente moles, como uma boneca de pano.

  1. Modo de Transmissão

Em geral, a transmissão é de pessoa a pessoa, através das vias respiratórias, por gotículas e secreções da nasofaringe. Ao contrário da crença popular, a meningite não é transmitida com tanta facilidade como a gripe, havendo necessidade de contato íntimo. Familiares, colegas de turma, namorados e pessoas que residem no mesmo dormitório são aqueles com maior risco. A meningite é transmitida pela saliva, porém, compartilhar copos e talheres parece não ser um fator de risco grande. É preciso que esse comportamento se repita com frequência para haver um risco elevado. Já a troca de beijos, principalmente se for de língua e prolongados, é uma via perigosa de transmissão.

  1. Diagnóstico
A bactéria apresenta cultura com presença de Alfa Hemólise, Catalase Negativo, Antibiograma com identificação de sensibilidade à Optoquina, Bilesolubilidade Positiva.
O diagnóstico é feito através da punção lombar, onde consegue-se aspirar o liquor para avaliação laboratorial. Através desta avaliação é possível determinar não só a existência de meningite, como também a sua causa.
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bacteriocospia: método de gram

  1. Caso Clínicos
Esses dados foram tirados de um artigo casuístico sobre Streptococcus pneomoniae.
Foi selecionado crianças com meningite bacteriana com cultura positiva para S. pneumoniae, entre 1 mês e 15 anos, sendo 28 crianças do sexo masculino e 25 do sexo feminino, internadas em dois hospitais em São Paulo, e analisamos dados clínicos e microbiológicos.
A identificação do S. pneumoniae foi realizada através do teste de optoquina e solubilidade em bile. Todas as cepas foram testadas com disco de oxacilina 1µg e, nas cepas que apresentaram alo de inibição <20 mm, foi avaliada a concentração inibitória mínima para penicilina, cloranfenicol, eritromicina, ceftriaxona, vancomicina e trimetoprim/sulfametoxazole pelo método do E-teste. As cepas de pneumococo foram sorotipadas através da reação de Quellung.
A evolução clínica dos pacientes foi analisada através de revisão retrospectiva dos prontuários, com uso de um protocolo uniforme de avaliação. Resultados: incluímos 55 pacientes com meningite pneumocó- cica, sendo que 52,5% delas apresentava idade menor de 6 meses. Das cepas isoladas, 36% apresentava infecção por cepa com resistência intermediaria à penicilina (0,1µg/ ml >< CIM < 1,0 µg/ ml). Das cepas com susceptibilidade diminuída à penicilina, 35% era resistente à trimetoprim/sulfametoxazole.
Não houve resistência aos outros antibióticos testados. A letalidade foi de 20%, e houve seqüelas neurológicas em 40% das crianças avaliadas. Em relação à perda auditiva, a mesma ocorreu em 60% das crianças avaliadas. Houve correlação estatisticamente significante entre letalidade e alteração neurológica com idade abaixo de 6 meses. Os sorotipos do pneumococo mais freqüentemente encontrados foram 1, 5, 6B, 14, 19A e 23F, sendo que 70% dos sorotipos encontrados estão presentes na vacina heptavalente, recentemente liberada.

  1. Tratamento
A meningite pneumocócica deve ser tratada o mais rápido possível, para evitar complicações, como perda auditiva ou paralisia cerebral, por exemplo, e aumentar as chances de cura.
Geralmente, o tratamento dura cerca de 2 semanas e é feito no hospital com a injeção de antibióticos diretamente na veia para ajudar a combater as bactérias que estão no organismo provocando a meningite. Além disso, também pode ser necessário tomar corticoides para reduzir a inflamação nas membranas do cérebro e aliviar as dores.
A escolha da droga para o tratamento de infecções por Streptococcus pneumoniae está baseada em fatores como: local da infecção, resistência a penicilina e a outros agentes testados, grau de gravidade da doença e a idade do paciente e outros fatores intrínsecos. Porém, a droga de primeira escolha costuma ser penicilina G e amoxilina. A resistência à penicilina resulta de alterações das PBPs, responsáveis pelo alongamento dos fragmentos de peptideoglicano, que estruturam a parede celular.
Existem dois grupos dos estreptococos resistentes às drogas; PRSP (Penicilin resistant Estreptococos pneumoniae) resistente à penicilina e DRSP (Drug resistant Streptococcus pneumoniae) que é resistente a várias classes, com resistência total ou intermediária à penicilina associada à pelo menos um agente antimicrobiano de outra classe. As drogas pelo qual a bactéria desenvolve incluem: Penicilina, Macrolídeos, Tetraciclina, Sulfa, Fluoroquinolonas, Vancomicina, Cloranfenico


  1. Prevenção
A forma mais efetiva de evitar a doença é prevenção através da vacinação. Essa é preparada a partir de polissacarídeos purificados apresenta a vantagem de possuir na sua formulação 23 sorotipos diferentes. Essa vacina é recomendada para crianças maiores de 2 anos, com predisposição a doenças invasivas por pneumococo, e para pessoas com mais de 65 anos de idade. No entanto, quando os antígenos polissacarídicos são individualmente conjugados a um carreador protéico, como na vacina 7-valente, a imunogenicidade é aumentada, sendo indicada para crianças abaixo de 2 anos, assim como para pacientes imunocomprometidos e idosos.

  1. Referências Bibliográficas

Caso de meningite fúngica causada por Criptococcus neoformans




            A meningite é caracterizada pela inflamação das meninges (membranas que envolvem o cérebro e atuam como barreira contra agentes infecciosos). Entre os sintomas, estão a febre alta, fortes dores de cabeça, náusea, falta de apetite, confusão mental, dentre outros. Ela pode ter origem viral, bacteriana, ou, fúngica. A meningite fúngica não é contagiosa e é uma forma rara de meningite, que geralmente é resultado da propagação de um fungo através do sangue para as meninges, e mais comum em pacientes imunossuprimidos (como aqueles portadores de câncer ou HIV).

A principal causa da meningite fúngica é a infecção pelos fungos criptococcus e coccidioides. A criptococose é uma infecção fúngica sistémica causada por Criptococcus neoformans, levedura capsulada de distribuição mundial. A manifestação mais frequente da criptococose é o acometimento do sistema nervoso central, como meningoencefalite subaguda ou crônica. Com menor frequência, pode se manifestar com sintomas respiratórios ou cutâneos. Afeta sobretudo os doentes com deficiência de células T, tendo aumentado drasticamente a sua incidência desde o aparecimento da infecção ao HIV. O início de uma infecção por Criptococcus neoformans na Aids geralmente é insidioso. Como o tempo aproximado entre o início dos sintomas e um diagnóstico preciso da doença geralmente é de 30 dias, é ideal que haja a inclusão da pesquisa de antígeno para o Criptococus neoformans na investigação do paciente com Aids e febre prolongada (um dos principais sintomas da meningite).

Meningite criptocócica
A figura A mostra o fungo preenchendo o espaço subaracnóideo; A figura B mostra a imagem cerebral comprometida pela presença do Criptococus neoformans causando meningite; A figura C mostra a estrutura fúngica, circundada por cápsula.

No Hospital São Vicente de Paulo, em Jundiaí, foi registrado o caso de um paciente, portador de HIV, que foi infectado pelo Cryptococcus neoformans, de acordo com as condições e características a seguir, retratado no artigo "Meningite por Criptococcus neoformans como causa de febre prolongada em paciente com AIDS":

“O paciente, um indivíduo de 38 anos do sexo masculino, apresentava como comportamento de risco o uso de drogas injetáveis há 10 anos. Há um mês havia realizado sorologia para os vírus HIV e HCV, ambas positivas. Não havia apresentado intercorrências prévias associadas à infecção pelo HIV, exceto a presença de candidíase oral. No momento da admissão, não havia realizado dosagem de CD4 e carga viral, tão pouco iniciado tratamento anti-retroviral.
Há 10 dias da admissão, iniciou febre alta (38,5ºC-39,0ºC), vespertina, acompanhada por sudorese noturna. Apresentava também náuseas e vômitos diários, pós-alimentares, e emagrecimento de 10% do seu peso neste período.”

Diante do quadro acima, é necessário que haja uma investigação clínica para diagnosticar o paciente. Alguns exames inciais foram realizados, como um exame radiográfico do tórax, hemograma, urina tipo 1, hemoculturas para bactérias, fungos e micobactérias, coprocultura, urocultura, parasitológico de fezes com pesquisa de isóspora e criptosporídium, e endoscopia digestiva alta. O parasitológico de fezes revelou a presença de oocistos álcool ácido resistentes, sugestivo de criptosporídium. Dessa forma, o paciente foi medicado com fluconazol, já que este é um antifúngico mais abrangente, sulfametoxazol/trimetroprin, e foi realizada expansão volêmica com soro fisiológico; o paciente, então, seguiu assintomático.

Apesar do paciente se encontrar assintomático para a meningite, foram realizados alguns exames responsáveis para o diagnóstico da mesma: hemocultura para fungos, análise do líquor (líquido cefalorraquidiano, localizado entre as camadas Pia mater e Aracnoide de meninge) pelo método da tinta da china, látex para Criptococus neoformans e cultura para fungos com boa resolutividade.  A cultura e o látex para fungos confirmaram a presença do Criptococcus neoformans no líquor.

O paciente foi medicado com anfotericina B, apresentou cultura para fungos negativo dois meses após o primeiro líquor, porém, a tinta da china persistiu, demonstrando a presença do Criptococcus. Devido a isso, o paciente foi mantido com fluconazol 400mg/dia como tratamento de manutenção, e acompanhamento regular naquele serviço. Também foi iniciado esquema antiretroviral de alta potência (HAART), com zidovudina, lamivudina e efavirenz.


A utilização do fluconazol foi escolhido para o tratamento, pois é um fármaco de excelente farmacocinética no líquido céfalo-raquidiano. Além do fluconazol, a anfotericina B, e a flucitosina também são aceitos para o tratamento da meningite criptococócica na Aids.  Devido ao risco de desenvolvimento de resistência à flucitosina, esta não é utilizada isoladamente, sendo sempre associada ao uso de anfotericina B ou fluconazol (combinação mais tóxica que a monoterapia com fluconazol, porém, mais eficiente). 


Bibliografia

  • Link para acesso ao artigo contendo o caso clínico que originou o trabalho: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302004000200022
  • http://www.actamedicaportuguesa.com/revista/index.php/amp/article/viewFile/778/455
  • http://www.medicinapratica.com.br/tag/meningite-criptococica/

Componentes:
  • Ana Cecília Reis;
  • Ariel Fontes;
  • Gabriela Calafate;
  • Tácio Monteiro.

BM 161

Meningite Viral - Enterovírus

a meningite

Meningite é a inflamação das membranas que revestem o encéfalo e a medula espinhal, conhecidas coletivamente como meninges. A inflamação pode ser causada por infecções por vírus, bactérias ou outros micro-organismos e, menos comumente, por certas drogas. A meningite pode pôr em risco a vida em função da proximidade da inflamação com órgãos nobres do sistema nervoso central e por isso essa condição é classificada como uma emergência médica.
TIPOS DE MENINGITE
A. MENINGITE BACTERIANA
A meningite bacteriana é a forma mais grave. Esta meningite costuma ser causada pelas bactérias Streptococcus pneumoniae, Haemophilus influenzae ou Neisseria mengitidis. Outras bactérias, como a Listeria monocytogenes, Staphylococcus aureus e Streptococcus do grupo B também podem ser a causa, mas não são tão comuns como as três primeiras citadas.(leia: DOENÇAS CAUSADAS POR BACTÉRIAS)
Com a inclusão da vacina contra o Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae no calendário vacinal de vários países, a ocorrência de meningite por essas duas bactérias vem caindo drasticamente, principalmente entre as crianças. Porém, nos adultos que não foram vacinados, a incidência de meningite por S.pneumoniae ainda é alta. Atualmente, a Neisseria mengitidis, também conhecida como meningococo, é a principal causa de meningite bacteriana em crianças e adultos.
Algumas doenças de origem bacteriana, como a sífilis (leia: SÍFILIS | Sintomas e tratamento) e a tuberculose (leia: TUBERCULOSE | Sintomas e tratamento) também podem complicar, evoluindo com acometimento meníngeo.
B. MENINGITE VIRAL
A meningite também pode ser causada por vírus, normalmente da família dos Enterovírus. A meningite viral é menos agressiva que a bacteriana, com taxa de mortalidade bem mais baixa e com resolução espontânea, sem necessidade de tratamento específico, na maioria dos casos.
Os Enterovírus são os agentes mais comuns, porém, uma variedade de infecções virais podem complicar, acometendo as meninges, como, por exemplo:
A meningite viral pode ser transmitida de uma pessoa para outra e, por isso é importante adotar medidas de prevenção, como lavar as mãos e evitar o contato próximo com pacientes, especialmente durante o Verão, que é quando a doença é mais frequente

C. MENINGITE FÚNGICA
A meningite fúngica é uma forma rara, sendo, geralmente, resultado da propagação de um fungo através do sangue para as meninges. A meningite fúngica é típica de pacientes imunossuprimidos, como nos casos de portadores de AIDS ou câncer.
A meningite por fungos não é contagiosa e sua principal causa são os fungos Cryptococcus e Coccidioides.

O ENTEROVÍRUS

Aproximadamente 85% dos casos são devido ao grupo dos Enterovírus, dentre os quais se destacam os Poliovírus, os Echovírus e os Coxsackievírus dos grupos A e B. O quadro neurológico pode ser acompanhado ou antecedido de manifestações gastrintestinais, respiratórias e, ainda mialgia e erupção cutânea. Os Enterovírus têm comportamento sazonal, predominando na primavera e verão, podendo ocorrer em número menor nas outras estações do ano. A duração da doença geralmente é menor que uma semana.
O vírion dos enterovírus consiste em um capsídeo de sessenta subunidades, constituídas, cada uma, de quatro proteínas (VP1–VP4), dispostas em simetria icosaédrica em torno de um genoma formado por uma única fita de Ácido Ribonucléico (RNA) de polaridade positiva. São vírus pequenos, com diâmetro de 25 a 30 nm, esféricos e não-envelopados. A composição química desses vírus é de 30% de ácido nucléico e 70% de proteína.

caso clínico

No Brasil, a média de casos notificado de meningite com provável etiologia viral é de 11.500 casos/ano. Porém, para a maioria dos casos não há identificação do agente etiológico.                                                                                                                               
A Figura 1 apresenta um gráfico onde estão dispostos os coeficientes das meningites por etiologia, nos últimos 15 anos, no Estado de São Paulo, com destaque para as meningites não determinadas, na qual estão inseridas as meningites de provável etiologia viral.  


Já na Figura 2, mostra o comportamento das meningites não determinadas, entre os anos de 1990 a 2005, em território paulista, onde se evidencia a meningite de provável etiologia viral com incidência média de 11,74/100.000 habitantes.


A identificação de agentes virais causadores de meningite no Brasil só tem sido possível em algumas situações, como surtos, nas quais existe um esforço conjunto para o esclarecimento etiológico. Sendo assim, o sistema de vigilância epidemiológica de meningites dispõe de poucos dados sobre os principais agentes.                                                          
Considera-se caso suspeito de meningite o indivíduo que apresentar três ou mais dos seguintes sinais e sintomas: cefaléia, vômito, rigidez de nuca, sinais de irritação meníngea ou abaulamento de fontanela (em menores de um ano), sonolência e convulsão. Outros sinais e sintomas que podem estar presentes são: fotofobia, exantema, diarréia e mialgia.                                                                                                                            
  Considera-se como meningite de provável etiologia viral: caso suspeito com líquor de aspecto límpido e celularidade apresentando pleocitose, com predomínio de mononucleares. Para se considerar caso confirmado: caso provável de meningite viral com confirmação laboratorial ou história de vínculo epidemiológico com caso confirmado laboratorialmente por isolamento e identificação

Tratamento meningite Viral

O tratamento das meningites virais é de suporte: antitérmicos como dipirona, paracetamol, antieméticos (metoclopramida), cabeceira elevada a 30º. Se o paciente estiver sonolento ou confuso ou com dificuldade de deglutição, deverá ser mantida sonda nasogástrica para hidratação adequada e evitar broncoaspiração.
Nos casos de herpes vírus pode ser utilizado o aciclovir com a seguinte posologia: 10 mg/kg/dose a cada oito horas, por 14 a 21 dias. A punção liquórica alivia a cefaléia por diminuir a pressão intracraniana. Os casos de internação são excepcionais, apenas para evitar a desidratação provocada pelos vômitos, diminuir a cefaléia e melhorar as condições gerais. O uso de corticosteróides é discutível, assim como a gamaglobulina.
Porém, caso a meningite seja provocada pelo vírus do Herpes Zoster, podem ser utilizados antivirais, como o Aciclovir, para ajudar o sistema imune a eliminar o vírus. Neste caso, a doença é chamada de meningite herpética.
Nos casos mais graves pode ser preciso realizar uma cirurgia cerebral trazendo melhora do quadro. No entanto, em algumas pessoas podem existir complicações que podem levar ao coma e morte cerebral, mas isto é uma complicação rara da doença.

 BIBLIOGRAFIA




GRUPO 5: Antraz
 Alunos: Caroline Lamblet, Karine Albuquerque, Lucas da Nova e Monicke Azevedo.

Turma: BM 161

domingo, 1 de outubro de 2017

Apresentação do Grupo 2 - Os Microbiotas

      No limiar das promissoras aulas de Microbiologia I, foi mencionado a abrangência significativa de microrganismos os quais são benéficos ou não acometem a saúde dos seres vivos, havendo uma porcentagem mínima desses seres que causam alguma patologia. Desse modo, durante a primeira aula foi mencionado a microbiota presente no organismo humano, ou seja, no corpo de um humano comum há cerca de 1 kg de micróbios em nosso organismo. Basicamente, somos 10% humano e 90% micróbios, os quais desempenham papéis imprescindíveis em nossos corpos, como proteção contra microrganismos causadores de diversas doenças. 
      Em vista dos aspectos supracitados, nós do grupo Os Microbiotas, decidimos atribuir tal denominação à nossa equipe pelo fato de sermos os componentes substanciais para o funcionamento coeso de uma unidade chamada time/equipe. O líder, a engrenagem primordial para o grupo, seria a engrenagem-chave, porém tal componente não possui funcionalidade garantida sem as demais peças, isto é, os outros membros. Tomando como base tal analogia, somos a composição primordial da equipe, ou seja, a microbiota dela.

Os Microbiotas é composto pelos seguintes membros:

Alexsandre Andrade (líder);
Arthur Veríssimo;
Victor da Cruz;
Sarah Duarte;
Hannah Helena.