quarta-feira, 26 de abril de 2017

Microrganismos e Saúde - Grupo Bacillus


Em conhecimento geral, microrganismos habitam o corpo humano e nem por isso sempre há infecções ou doença relacionada a estes, pois quando em níveis normais e em locais específicos podem atuar de forma benéfica no sistema. Dentre os microrganismos que habitam geralmente as mucosas e a pele, estão as bactérias e protozoários.

A flora bacteriana é adquirida pelo recém-nascido durante o parto quando ocorre o contato com o canal vaginal, no qual estão presentes lactobacilos diversos. Por meio do ar e da própria alimentação materna.

Bactérias que habitam o trato respiratório, por exemplo, não trazem mal se em devidas regiões e até garantem um primeiro combate a agentes externos, disputam o local e nutrientes; o mesmo acontece na pele. Enquanto isso, na mucosa geniturinária, a flora bacteriana atua na manutenção do pH (ácido), que por si só já impede o crescimento de alguns microrganismos, e também disputa como nas outras mucosas.

No intestino, a microbiota realiza processos de estimulação do sistema imune, auxilia na digestão final de alguns nutrientes e como as demais, impede a proliferação de outros seres patogênicos. Majoritariamente a Escherichia coli compõe a flora intestinal, sendo sua presença muito importante pois o homem e alguns animais dependem dos micróbios em seus intestinos para a digestão e síntese de vitaminas. Isto pode ser melhor observado em estudos com animais livres de germes conhecidos, uma vez que estes apresentam desvantagens em relação aos animais normais.

As relações mantidas entre a flora normal e hospedeiro humano são chamadas de simbiose. Por exemplo, é a E. coli, que sintetizam vitaminas K e B, que são absorvidas pelo corpo e em troca o intestino fornece nutrientes para as bactérias. Estas especificamente pertence à família Enterobacteriaceae, são Gram-negativas e têm a forma de bastonetes.

A flora normal pode defender o hospedeiro contra crescimento excessivo de microorganismos nocivos por vários meios, através da competição pelos nutrientes disponíveis ou a formação de produtos metabólicos. No intestino grosso, a bactéria E. coli produz a proteína bacteriocina, que inibem o crescimento de bactérias relacionadas com micróbios patogênicos (Salmonella e Shigella).

O uso prolongado de determinados antibióticos pode ocasionar a eliminação de diversos microrganismos intestinais normais e, desta forma, permitir o desenvolvimento de outros resistentes a antibióticos, o que pode provocar distúrbios gastrointetinais. Excepcionalmente, a ingestão de grande quantidade de lactobacilos pode substituir os microrganismos intestinais indesejáveis por outros benéficos ou inofensivos e aliviar a desordem intestinal em alguns casos.

Geralmente a bactéria em questão habita o intestino sem causar problemas de saúde, como explicado. No entanto, as infecções surgem quando a bactéria consegue alcançar o sangue e outros órgãos do nosso corpo. Esses problemas de saúde se manifestam pela ingestão de água ou alimentos contendo cepas da bactéria, liberadas juntamente com as fezes de indivíduos contaminados; pelo contato com animais doentes, e com profissionais da saúde ou instrumentos médicos contaminados.

Alguns dos problemas de saúde causados pela E. Coli:
- Diarreia do viajante, também chamada de gastrenterite - causada pela ETEC (E.coli Enterotoxinogênica), uma cepa que produz uma toxina semelhante à da bactéria da cólera, que provoca desarranjos gastrointestinais.
- Cistite - provoca inflamação da bexiga urinária;
- Meningite (em neonatos) -  inflamação das meninges
- Sepse, também chamada de septicemia - quadro grave que une os sintomas de uma infecção generalizada preexistente à resposta inflamatória do organismo;
- Peritonite - inflamação do peritônio: membrana que reveste parte da cavidade abdominal.



Dicas para prevenção da contaminação pela E. coli:
- Lave bem as frutas e verduras antes de consumi-las.
- Evite comer carnes mal passadas (o cozimento mata/desativa a bactéria).
- Não consuma leites ou sucos em caixa que estejam fora da geladeira há muito tempo após abertos.
- Lave bem as mãos antes e depois de preparar alimentos ou após ir ao banheiro.
- Lave bem as mãos após contato com animais, principalmente porcos e vacas.
- Lavar as mãos antes das refeições.


Grupos de risco:
Para ETEC as crianças e os viajantes para países em vias de desenvolvimento são os principais grupos de risco. Os casos com EPEC afectam maioritariamente crianças, especialmente as que são alimentadas a biberão, sugerindo a utilização de água contaminada na hidratação dos leites em países subdesenvolvidos. Para EIEC não há grupos considerados de risco. Qualquer pessoa é susceptível de contrair a colite hemorrágica causada por E. coli O157:H7. No entanto, os sintomas são mais severos em idosos, em crianças e em indivíduos imunodeprimidos.

O papel da OMS na saúde pública:
Pelo mundo todo existem instituições e órgãos reguladores quando se trata de saúde envolvido a microorganismos, e hoje em dia um dos mas conhecido se chama ''World Health Organization'' (WHO) como o próprio nome diz uma organização mundial e tem suas ''sedes'' pelo mundo, e no Brasil é conhecido como Organização Mundial de Saúde (OMS).
Esta é uma agencia especializada em saúde, que foi fundada em 07 de abril de 1948 e sua sede principal fica na Suíça, ela foi fundada logo após a primeira guerra mundial, como um ''comitê de higiene'', que hoje em dia é a WHO, pois muitas pessoas morriam na Guerra por conta de infecções e afins.
Segundo sua constituição, a OMS tem por objetivo desenvolver ao máximo o nível de saúde de todos os países. A saúde sendo definida nesse mesmo documento como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade.
O Brasil tem participação fundamental na história da Organização Mundial da Saúde, criada pela ONU para elevar os padrões mundiais de saúde. A proposta de criação da OMS foi de autoria dos delegados do Brasil, que propuseram o estabelecimento de um "organismo internacional de saúde pública de alcance mundial". Desde então, Brasil e a OMS desenvolvem intensa cooperação.

Principais atuações da OMS:
- a liderança em questões críticas para a saúde e envolvimento em parcerias onde a ação comum é importante;
- determinar a agenda de pesquisa e estimular a geração, difusão e utilização de conhecimentos valiosos;
- estabelecimento de normas e promover e acompanhar a sua aplicação prática;
- desenvolver opções políticas éticas e científicas de base;
- prestar apoio técnico, catalisando mudanças e capacitação institucional sustentável;
- acompanhar a situação de saúde e avaliação das tendências de saúde;
- colaborar com os serviços de coleta de lixo.

Quando abrimos o site da WHO ou da OMS encontramos varias matérias e artigos sobre desenvolvimento de vacinas, prevenção de infecções, apoio e ajuda a países com surtos de doenças, mobilizações e pesquisas que estão sendo feitas em todo o mundo. Existe um trabalho no site da WHO que monstra 29 maneiras de prevenir infecções antes, durante e depois de uma cirurgia, abaixo temos uma foto mostrando este trabalho resumido.

iMAGEM : http://www.who.int/gpsc/ssi-infographic.pdf?ua=1
Site WHO : http://www.who.int/en/
Site OMS : http://www.paho.org/bra/
Como conceito final essa organização é um banco de informações associados a saúde que é aberto ao publico, para que haja uma difusão dos conteúdos ligados a saúde e microorganismos de uma forma geral.

Micro-organismos e saúde

    O corpo humano hospeda uma vasta população de microrganismos, incluindo grandes populações de bactérias e fungos, na pele e nas membranas mucosas que revestem a cavidade oral, as vísceras e os sistemas excretor e reprodutor. Na maioria das vezes, esses microrganismos vivem sobre ou dentro do nosso corpo de forma benéfica, sendo inclusive necessários para a manutenção de uma boa saúde. Microrganismos denominados patógenos invadem, infectam e causam danos ao corpo humano. Os patógenos utilizam estruturas especializadas de ligação, fatores de crescimento, enzimas e toxinas para ter acesso e danificar os tecidos do hospedeiro.
    Em suas atividades diárias normais, o corpo humano está exposto a inúmeros microrganismos presentes no ambiente. Além disso, centenas de espécies e incontáveis células microbianas individuais, coletivamente referidas como a microbiota normal, crescem sobre ou no interior do corpo humano. Este é o microbioma humano, a soma total de todos os microrganismos que vivem sobre ou no interior do corpo humano. A microbiota contribui para a saúde e o bem-estar do hospedeiro por meio da geração de produtos microbianos e inibindo o crescimento de microrganismos perigosos. Em contrapartida, o hospedeiro disponibiliza diversos microambientes que permitem o crescimento microbiano. A microbiota normal é, inicialmente, introduzida a seu hospedeiro durante o nascimento.

Microbiotas da pele

     Um ser humano adulto normal apresenta cerca de 2m2 de pele, que varia acentuadamente quanto à composição química e ao teor de umidade.  A pele úmida é separada por apenas alguns centímetros de microambientes secos, como os antebraços e as palmas das mãos por exemplo. A microbiota da pele vem sendo estudada por métodos de ecologia molecular que empregam sequenciamento gênico comparativo do RNAr.
   Microrganismos eucarióticos também estão presentes na pele. Espécies de Malassezia são os fungos mais comumente encontrados na pele, e pelo menos cinco espécies dessa levedura são geralmente observadas em indivíduos saudáveis. Quando o hospedeiro apresenta menor resistência, como no caso de pacientes com HIV/Aids, ou naqueles indivíduos em que a microbiota normal está comprometida, Candida e outros fungos também podem colonizar, causando graves infecções de pele.

Microbiota da cavidade oral

  A cavidade oral é um hábitat microbiano complexo e heterogêneo. Existem diversos microambientes diferentes na cavidade oral que podem suportar uma ampla diversidade microbiana.

Microambiente Oral

   A saliva contém nutrientes microbianos, contudo não é um meio de cultura especialmente adequado, uma vez que os nutrientes estão presentes em baixas concentrações e a saliva possui substâncias antibacterianas. Apesar da atividade antibacteriana dessas substâncias, a presença de partículas de alimentos e fragmentos celulares propicia altas concentrações de nutrientes nas superfícies próximas, como dentes e gengivas, criando condições favoráveis ao intenso crescimento microbiano local, ao dano tecidual e à doença.
   O dente consiste em uma matriz mineral de cristais de fosfato de cálcio (esmalte), que envolve os tecidos vivos do dente (dentina e polpa). As bactérias encontradas na cavidade oral são predominantemente anaeróbias aerotolerantes, como estreptococos e lactobacilos, e alguns aeróbios.

Microbiota Oral

   A maioria desses microrganismos possui metabolismo aeróbio facultativo, mas alguns, como Bacteroidetes, são obrigatoriamente anaeróbios, e outros possuem ainda metabolismo aeróbio, como os gêneros Neisseria, Acinetobacter e Moraxella no filo Proteobacteria. Os gêneros mais abundantes estão entre os Firmicutes; Veillonella parvula, um anaeróbio obrigatório, é a única espécie mais abundante, e Streptococcus é o gênero mais abundante na boca, compreendendo cerca de 25% das bactérias encontradas em alguns indivíduos.

Microbiota no trato gastrintestinal

   O trato gastrintestinal dos seres humanos compreende o estômago, intestino delgado e intestino grosso. O trato gastrintestinal é responsável pela digestão dos alimentos e absorção de nutrientes, e muitos nutrientes importantes são produzidos pela microbiota endógena.

Estômago
   Uma vez que os fluidos estomacais são altamente ácidos (pH 2, aproximadamente), o estômago é uma barreira química à entrada de microrganismos no trato gastrintestinal. Contudo, os microrganismos conseguem colonizar este ambiente aparentemente hostil. A população microbiana estomacal consiste em diversos táxons bacterianos diferentes. Cada indivíduo apresenta populações únicas, porém todos contêm espécies de bactérias gram-positivas, bem como de Proteobacteria, Bacteroidetes, Actinobacteria e Fusobacteria.

Intestino delgado
   O intestino delgado possui dois ambientes distintos, o duodeno e o íleo, que são conectados pelo jejuno. O duodeno, adjacente ao estômago, é bastante ácido, e sua microbiota normal assemelha-se àquela encontrada no estômago. Do duodeno ao íleo, o pH torna-se gradativamente menos ácido, havendo um aumento no número de bactérias.

Intestino grosso
   O íleo encerra-se no ceco, a porção de conexão ao intestino grosso. O colo corresponde ao restante do intestino grosso. No colo, há uma enorme quantidade de procariotos. O colo é essencialmente um frasco de fermentação in vivo; com a presença de muitas bactérias, as quais utilizam os nutrientes derivados da digestão dos alimentos. Organismos aeróbios facultativos, como Escherichia coli, estão presentes, embora em menor número do que outras bactérias; a contagem total de aeróbios facultativos é inferior a 107/grama de conteúdo intestinal.

Fonte: MADIGAN, 2016, p. 710

Os patógenos podem entrar no hospedeiro através de várias vias denominadas de portas de entrada.

    As principais portas de entradas são: pele, membranas mucosas, via parenteral, placenta. A pele íntegra é impermeável para a maioria dos microrganismos, porém alguns microrganismos vão obter acesso ao corpo através de aberturas na pele, como os folículos pilosos e os ductos das glândulas sudoríparas.

  •   Membranas mucosas:  Muitos microrganismos obtêm acesso ao corpo do hospedeiro penetrando pelas membranas mucosas que revestem o trato respiratório, gastrintestinal, geniturinário e conjuntivo (adenovírus, estafilococos).  
  •  O trato respiratório é a porta de entrada mais fácil e mais frequentemente utilizada pelos microrganismos infecciosos. As principais doenças que são contraídas comumente pelo trato respiratório  incluem o resfriado comum, a pneumonia, a tuberculose, a influenza, o sarampo, micoses sistêmicas etc.  

                               Fonte: MADIGAN, 2016, p. 712                                      
  • Os microrganismos também podem obter acesso ao trato gastrintestinal através dos alimentos e água contaminados.  Rota de entrada para vários patógenos importantes que causam lesões locais ou sistêmicas, transmitidos por via sexual (sífilis, CMV)
  •  Via parenteral: Os microrganismos obtêm acesso ao corpo do hospedeiro por meio da via parenteral, através da deposição direta nos tecidos por meio de punções, injeções, ferimentos e cirurgias.
  •  Placenta: Infecções congênitas atingem o feto via placenta. Ex. sífilis, vírus da rubéola, HIV.

       Um patógeno é um organismo que vive sobre ou dentro de um hospedeiro e que pode vir a causar doenças que podem prejudicar funções do hospedeiro. Cada patógeno possui propriedades únicas que contribuem para sua patogenicidade. A virulência está relacionada com a patogenicidade, que é a capacidade de um patógeno provocar doenças. Ela é resultado de uma série de interações entre o patógeno e o hospedeiro, sendo influenciada por alterações que ocorrem no hospedeiro, no meio e no próprio patógeno.
       Essa virulência pode ser medida em experimentos da dose letal50 (DL50), onde se descobre o número de células desse agente que é capaz de matar 50% dos animais do grupo teste. Quando um patógeno é altamente virulento, há uma pequena variação no número de células que são necessárias para matar 100% da população, quando se compara aos 50%.
     Normalmente, patógenos que são mantidos em meios de cultura em laboratórios sofrem uma perda parcial ou completa de sua virulência, sendo chamado de atenuação, e estas linhagens que não mais são virulentas ou reduziram sua virulência são denominadas atenuadas. Essa atenuação pode ocorrer porque mutantes não virulentos ou pouco virulentos crescem mais rápido do que os virulentos em meio de cultura, já que nesse meio, sua capacidade de causar alguma doença não apresenta vantagem seletiva.
       Caso haja essa linhagem atenuada seja reinoculada em organismos vivos, ela pode vir ou não a recuperar sua virulência, sendo muitos os casos onde não há recuperação da mesma. Essas linhagens atenuadas são muito importantes para a produção de vacinas, como por exemplo as vacinas contra o sarampo e a rubéola, que fazem uso de vírus atenuados.

Fonte: MADIGAN, 2016, p. 714

       Quando ocorre a entrada do micro-organismo nos tecidos, esses podem se multiplicar e colonizar o tecido infectad
o. Esse crescimento é afetado pela disponibilidade dos nutrientes, visto que nem todas as vitaminas e fatores de crescimento estão disponíveis a todo momento.
     Após a entrada inicial, alguns patógenos permanecem no local da infecção; outros, podem penetrar nos vasos linfáticos ou nos vasos sanguíneos. Se o patógeno não for contido pelo sistema imune, a disseminação do patógeno pode resultar em infecção generalizada, com micro-organismos crescendo em diversos tecidos, causando diversos prejuízos para o hospedeiro.

     Diversos fatores contribuem para a suscetibilidade do hospedeiro à infecção e à doenças.
·  A idade é um fator importante. As doenças infecciosas são mais comuns em crianças e idosos. Quadros como microbiota em desenvolvimento e sistema imune com respostas menos eficazes contribuem para esse fato.
·  O estresse pode predispor um indivíduo saudável à doenças. Os hormônios produzidos sob estresse podem inibir as respostas imunes normais.
·  dieta pobre em proteínas e calorias alteram a microbiota normal, dando mais espaço para o desenvolvimento de patógenos. O consumo de alimentos contaminados também aumenta as chances de infecção.
·  A resistência do hospedeiro pode ser comprometida por fármacos, tabagismo, alcoolismo, falta de sono, má nutrição e etc., fazendo com que o indivíduo esteja mais suscetível à infecções.

       Existem, muitas classes de micro-organismos. Estes podem ser benéficos ou prejudiciais ao homem. Assim, é de muita importância que se cuide daqueles que ajudam, a microbiota, e que se tome o devido cuidado, observando os fatores de risco, para que as infecções sejam evitadas.

Referência bibliográfica:

MADIGAN, M. T. et al. Microbiologia de Brock. 14. ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.


Grupo Fenolftaleina
Beatriz, Ighor, Letícia e Marcela
BM 161

Microrganismos e ser humano: relação de amor ou ódio?

Ao contrário do que muitos pensam, os microrganismos não causam somente mal a saúde humana. O malefício e/ou o benefício dos mesmos depende de uma série de fatores. Dentre esses seres, algumas bactérias, vírus e outros são inofensivos a nossa saúde, alguns são extremamente tóxicos, outros ainda são benéficos dependendo do lugar em que se encontram no organismo e são até mesmo essenciais para nossa saúde.        
A indústria alimentícia, por exemplo, utiliza bactérias, fungos e algas em diversos produtos que estão inseridos nos chamados alimentos funcionais, como por exemplo, os pro bióticos que equilibram a microbiota intestinal. De acordo com Yasumi Ozawa Kimura, farmacêutica-bioquímica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), com especialização em alimentos, trilhões de microrganismos vivos, bons e maus, agem constantemente em nossa flora intestinal. Os bons são responsáveis pela absorção dos nutrientes ingeridos através da alimentação, e estão nunca se ausentam de seus locais em condições normais. Caso algum microrganismo vá para um lugar onde não estaria normalmente, este pode causar uma doença (mesmo pertencendo à microbiota). Para que esses microrganismos vivam em nosso corpo, é necessário um equilíbrio entre nossas celulas próprias e a microbiota. Se esse equilíbrio for perturbado, as chances de desencadear uma patologia são altas.  
Mas não há somente a microbiota intestinal. Em nossa pele, ouvidos, cavidade oral e vias aéreas superiores, órgãos genitais e principalmente no aparelho digestivo estão em abundância micro-organismos, especialmente bactérias, sendo as mais comuns dos gêneros Staphylococcus e Streptococcus. Os números são tão grandes que as estimativas indicam que em torno de 50% a 70% do peso das fezes é composto de microrganismos, algo em torno de 90% de uma célula humana é composta por microrganismos. Além disso, existem pelo menos 800 espécies de bactérias em nossa boca. 
Nossa necessidade em relação aos micro seres é tão grande que basicamente dependemos deles para viver, o que não significa que estes não possam também nos causar danos.

(Fontes: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/30/artigo28786-1.asp/     
 http://construindo-osaber.blogspot.com.br/2010/06/os-microorganismos-e-saude-humana.html)

Instituto Federal do Rio de Janeiro
Turma BM 161
Grupo E. Colleague

Infecções alimentares de origem bacteriana


  Entende-se por infecção alimentar a doença produzida por bactérias capazes de crescerem no interior do trato gastrointestinal e de onde são capazes de invadir os tecidos ou os fluídos orgânicos do hospedeiro, ou de produzir toxinas (enterotoxinas). As infecções manifestam-se pela invasão das mucosas ou pela produção de enterotoxinas (toxinas que atuam no intestino), de cuja interação se criam condições patológicas que resultam em doença. Alguns exemplos de espécies bacterianas envolvidas neste mecanismo são:
- Escherichia: os principais e mais frequentes sintomas caracterizam-se pelo aparecimento de diarreias, febre e náuseas que, normalmente, aparecem 6 a 36 horas após a ingestão do alimento contaminado.
- Salmonella : os sintomas mais frequentes caracterizam-se pelo aparecimento de diarreias, dores abdominais, febre e vómitos. Estes sintomas aparecem, normalmente, entre 12 a 36 horas após ingestão dos alimentos contaminados.
- Shigella : os principais sintomas caracterizam-se pelo aparecimento de diarreias, fezes sanguinolentas e com pus. Estes sintomas aparecem, normalmente, entre 1 a 3 dias após a ingestão de alimentos contaminados.
  - Tratamento
  O tratamento para intoxicação alimentar consiste primeiro na reidratação do paciente com sucos de fruta, por exemplo e depois é necessário repousar e fazer uma dieta que facilite a digestão. Porém se 2 a 3 dias após o início do tratamento os sintomas da intoxicação alimentar piorem ou não passem, é necessário consultar o médico. pois pode ser necessário tomar antibiótico ou mesmo fazer um internamento hospitalar para uma lavagem estomacal ou intestinal.
Grupo: Equipe Rocket.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Apresentação E. Colleague

E. colleague


Ana Carolina
João Miguel
Luiza Rocha
Somos um grupo repaginado, de nome novo, integrantes nem tão novos assim. Estaremos juntos novamente na disciplina de Microbiologia II. 

Beijos *-*

quinta-feira, 13 de abril de 2017

DIVERSIDADE DAS BACTÉRIAS NA NATUREZA - 1987

Grupo: As Bactérias Super Poderosas    
Turma: BM151

    Nem todos os microrganismo são cultiváveis em laboratórios devido à interações íntimas entre eles e seus habitats, portanto sua descrição requer técnicas que não envolvam o cultivo daquelas. Nas últimas décadas, a taxonomia (disciplina que classifica e identifica linhagens dentro de espécies conhecidas) sofreu grandes avanços com base em informações derivadas de novas metodologias analíticas que possibilitaram a determinação do parentesco das bactérias sem ter que enfrentar os obstáculos restritos da cultura em laboratório.
    Em 1987, Norman Pace (bioquímico) publicou seu trabalho sobre o uso de cronômetros filogenéticos utilizando dois artifícios, sendo o principal, o DNAr 16S, o que alterou de forma drástica o rumo que a taxonomia de procariontes tomou. Até 1987 apenas 12 filos de bactérias haviam sido descobertos, agora como resultado do sequenciamento 16S do RNA ribossomal de amostras ambientais, mais de 80 filos de bactérias são conhecidos, mesmo com a maior parte desses microrganismo não exibindo propriedades cultiváveis.
    A aplicação dessas tecnologias moleculares para análises filogenéticas revolucionaram a ecologia microbiana, pois a existência e a diversidade de seres vivos no planeta estão intimamente ligadas à diversidade e à atividade metabólica de microrganismos na natureza. O papel destes na manutenção dos processos biológicos ainda é pouco conhecido. Sabe-se, contudo, que os microrganismos participam de processos ecológicos bastante importantes como a fotossíntese oxigênica, ciclagem de matéria orgânica, ciclos biogeoquímicos, e manutenção da fertilidade e estrutura dos solos. Esse conhecimento só foi adquirido por meio das pesquisas realizadas pelos cientistas da época.


    Referências Bibliográficas:

  • UNIVERSITY OF COLORADO. Norman Pace: Biographical Sketch. Disponível em: <http://pacelab.colorado.edu/PI_NormPace_new.html>. Acesso em: 13 de abril. 2017. 
  • MADIGAN, M.T. et al. Microbiologia: de Brock. 14.ed. Porto Alegre: Artmed, 2016.   



Norman Pace, 2014.


Molécula de RNA, 2017.

Apresentação do Grupo Fenolftaleína

Olá pessoal!! O grupo fenolftaleína retorna mais uma vez ao blog de microbiologia;  só que desta vez de um modo diferente. Vamos dar ênfase aos micro-organismos em nossa saúde, abordando as mais variadas doenças causadas por esses seres.
Nós, Ighor, Beatriz, Letícia e Marcela iremos compartilhar com vocês todo nosso estudo e pesquisa realizados durante esse período, esperamos que gostem!!
                     

Apresentação Equipe Rocket

                         Equipe Rocket
Componentes: Lucas de Jesus, Jéssica Fernandes e Thiago Mello.                                                      

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Grupo Bacillus




Eaiii, galerinha, tudo bem? Nós somos o grupo Bacillus formado pelas meninas Lara, Gabriela, Tainah e Larissa da Bm 161 e estamos de volta com nossos trabalhos de microbiologia, agora com uma nova ênfase. Após termos investido em conceitos mais gerais no último semestre, agora retornamos com tudo com nossa matéria de microbiologia II. Fiquem ligados nas próximas apresentações de trabalhos aqui no blogger, serão demais! ;)

Primeiro projeto de metagenôma em larga escala - A descoberta de 2004

No ano de 2004 foi produzido o primeiro projeto de metagenôma em larga escala por Craig Venter. Em 1990 surgiu o Projeto Genoma Humano, com o objetivo de, até 2005, identificar cada um dos 100 mil genes através do Mapeamento Genético. Esse mapeamento consiste em registrar os genes do cromossomo, determinar a ordem dos nucleotídeos e sua função. As vantagens desse trabalho estão no fato da identificação da cura e da causa de muitas doenças.
  O Projeto Genoma Humano consistiu num esforço internacional para o mapeamento do genoma humano. Após iniciativa dos Institutos Nacionais da Saúde estadunidenses (NIH), centenas de laboratórios de todo o mundo se uniram à tarefa de sequenciar, um a um, os genes que codificam as proteínas do corpo humano e também aquelas sequências de DNA que não são genes. No dia 10 de julho de 1999 foi anunciado o primeiro rascunho do genoma humano. Como a precisão do resultado precisava ser máxima, muita análise e revisão foram feitas de modo que cada base no genoma fosse sequenciada num total de 10 a 12 vezes. O PGH, conduzido pelos órgãos do governo obteve dados de alta qualidade e precisão. Por esse setor foi usada a tecnologia de Whole Genome Sequencing.                    
 No entanto, existem desvantagens éticas e morais, pois a utilização indevida do projeto pode fazer com que as pessoas percam a individualidade e tornem-se vulneráveis, além de propícias a descartes em entrevistas de trabalho, como exemplo, pois a partir de um simples teste poderá ser detectado uma má reprodução da célula X que virá a causar uma doença, tornando-o menos apto que os demais entrevistados.                                                                                                        
 Em 1998, liderada pelo cientista Craig Venter, a Celera Genomics entra na corrida pelo genoma, prometendo sequenciar o genoma humano em menos tempo com um financiamento de apenas dois bilhões de dólares, um valor relativamente menor do que o proposto inicialmente pelo Projeto Genoma. O propósito da participação da empresa era fornecer o código decifrado por um determinado preço àqueles associados ao grupo, além de buscar a patente dos genes envolvidos nos principais distúrbios e doenças humanas.                                                                         
A iniciativa privada, formada pela empresa Celera Genomics juntou-se ao projecto em vista do potencial de lucro que as pesquisas poderiam trazer, especialmente para as indústrias farmacêuticas. A rapidez na obtenção de resultados, que podem ser transformados em patentes, tornou-se crucial para elas. Então optaram por um método mais objectivo: sequenciamento por Shotgun (whole genome “shotgun” sequencing), é uma abordagem mais rápida, evidentemente, embora menos precisa.                                                                                                                    
No dia 4 de Setembro de 2004, o grupo de pesquisa do Instituto J. Craig Venter publicou a sequência completa do genoma do próprio pesquisador Craig Venter. A grande revolução nesse novo trabalho é a de que o genoma avaliado corresponde ao genoma diplóide, contendo a informação de cada par de cromossomo herdado de nossos pais, ao contrário da sequência determinada pelo Projeto Genoma que corresponde ao genoma haplóide. Como resultado, descobriu-se que a semelhança das sequências genéticas entre dois indivíduos é de 99,5% e não de 99,9% como se imaginava ao fim do Projeto Genoma Humano.                                                                                                                
Vale pontuar ainda que a bactéria 'Mycoplasma mycoides' criada por Craig Venter controlada por um genoma sintético, gerado inteiramente a partir de instruções de computador, abriu as portas para a produção de microrganismos artificiais que produzam vacinas, biocombustíveis e outras proteínas de interesse econômico. O genoma dessa bactéria é composto por 1,08 milhão de pares de bases dispostas em um único cromossomo. O experimento deu-se de maneira que os geneticistas da equipe de Craig retiraram o material genético de outra célula (a bactéria 'Mycoplasma capricolum') e em seguida implantaram nesta o genoma sintético. Todo o trabalho é fruto de 15 anos de pesquisas de Venter e uma equipe de duas dezenas de pesquisadores, que consumiram cerca de 40 milhões de dólares.
                                              
        E ai, pessoal? Espero que tenham gostado de saber sobre mais uma baita descoberta na microbiologia! Até a proxima! 

                                                                           Grupo Antraz



terça-feira, 11 de abril de 2017

O Sequenciamento do Genoma

  A molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA) contém instruções genéticas, armazenadas em forma de genes, essenciais para os seres vivos. Estas instruções atuam na célula através de uma série de processos bioquímicos os quais terão diversos efeitos. A principal forma de atuação do DNA é através da síntese proteica, onde, através de processos como a transcrição e tradução da molécula de DNA para RNA, serão originadas proteínas, responsáveis por controlar o funcionamento das organelas, interagir com o meio externo e etc.. 
  Denomina-se gene a sequência de nucleotídeos do DNA com informação para síntese proteica, ou seja, capaz de quando transcrito para RNA e traduzido pelo ribossomo, originar uma proteina. O conjunto de todos os genes presentes em um ser vivo é chamado de genoma.
  O tamanho do genoma difere de um ser vivo para outro. Os vírus possuem um genoma menor que o das bactérias, que por sua vez tem um genoma menor que de um ser com células eucarióticas.
  No ano de 1995 diversos países e organizações apresentaram uma postura frente ao desenvolvimento de atividades referentes à manipulação genética, terapia gênica e testes genéticos. O Brasil, por exemplo, divulgou as diretrizes para utilização das técnicas de engenharia genética e liberação no meio ambiente de organismos geneticamente modificados (OGMs). De modo geral, foi um ano marcado por decisões e posturas decisivas para o desenvolvimento de uma área da ciência conhecida como genomática
  Assim, apesar do DNA ter sido isolado inicialmente em 1869, apenas em 1995 foi realizado o primeiro sequenciamento de um genoma. Esse sequenciamento finalizado em 1995 foi do genoma da bactéria Haemophilus influenzae, com 1743 genes e 1,8 milhões de pares de bases.
Referencias bibliográficas:
     http://www.infoescola.com/genetica/gene/, acessado em 09/04/17, às 21h48min.
     http://www.infoescola.com/genetica/genoma/,         acessado         em       09/04/17,         às 21h48min.
     http://arquivo.ufv.br/dbg/resumos2008b/Resumo%20Fernanda.htm, acessado em 09/04/17, às 21h48min.
     https://www.ufrgs.br/bioetica/crogen.htm, acessado em 09/04/17, às 21h48min.
     http://www.news-medical.net/life-sciences/History-of-Genomics-(Portuguese).a spx, acessado em 09/04/17, às 21h48min.
     http://www.ufjf.br/microbiologia/files/2013/05/Gen%C3%A9tica-Bacteriana-aul a-3-Micro-I.pdf, acessado em 09/04/17, às 21h48min.



  

domingo, 9 de abril de 2017

Apresentação do grupo Apocalipse Bacteriano

Apresentação do grupo Apocalipse Bacteriano

O ano era 2017, o local IFRJ, mais precisamente na sala 408, da turma BM151, quando o professor Leonardo uniu 4 bactérias que juntas poderiam ser muito perigosas. Logo, essas bactérias formaram o Apocalipse Bacteriano. Conheça os espécimes:

Ehrlichia Caroles

Nome: Caroline Lamblet

Área de maior interesse: Bacteriologia

Staphylococcus Kevineus

Nome: Kevin Crystian

Área de maior interesse: Microbiologia em geral, aplicada a processos industriais


sábado, 8 de abril de 2017

Apocalipse Bacteriano

                   

 Apresentação do grupo Apocalipse Bacteriano


       

OS MICROLOKOS

                   O nosso grupo pretende explorar a diversidade microbiológica, diante disto, o nosso desafio já apresenta o vantajoso fator: somos um grupo diversificado também !  Neste grupo temos uma Maravilha ( Thaysa Ramos ), temos outra que é mais distraída (Julia Pereira ), um  que se diz esportista ( Tácio ), uma bailarina que arrasa com a cara de todos com seu talento (Ana Cecilia) e claro a tímida que pode te surpreender com sua capacidade intelectual ( Ivelyne ).
               Pretendemos respeitar e aprender com a loucura de cada um. Para alguns, a expressão da subjetividade; para Freud, a intimidade do ser com seu inconsciente; a loucura abrange múltiplas abordagens. Nesse quinto período do IFRJ, nos esforçaremos para utilizá-la a nosso favor, somos os Microlokos, e cremos que a loucura em escala microscópica possa ser benéfica.

As Bactérias Super Poderosas

Plasmídeo, flagelo e cápsula. Esses foram os ingredientes escolhidos paras As Bactérias Poderosas, mas o professor Jhonatan colocou acidentalmente gene de resistência e com isso as Bactérias Super Poderosas foram criadas: eu sou a Ariel, eu sou a Kyane, eu sou a Laryssa Messias e nós somos As Bactérias Super Poderosas.


sexta-feira, 7 de abril de 2017

HELICOBACTER FÊNIX


                Formado por 4 integrantes (Camila, Gabriela, Laryssa Alves e Victor), o grupo Helicobacter Fênix teve seu nome inspirado no filme Harry Potter e a Ordem da Fênix, grupo de bruxos estudantes de magia e amigos. O grupo tem um olhar de muito interesse para a microbiologia, com preferências pessoais distintas, como, por exemplo, microbiologia vegetal e bacteriologia.

                Acreditamos que esse trabalho em equipe será um grande oportunidade de produzir conhecimentos e experiências coletivas e de aproveitar um vínculo já existente. A microbiologia é um ramo científico amplo e rico, pelo qual apresentamos muito interesse. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Antraz - Grupo 5

       Karine Albuquerque, Lucas da Nova, Maiara Cipriano e Monicke Azevedo são os integrante do grupo cinco, grupo mais conhecido pelo nome de Antraz (uma doença infecciosa aguda provocada pela bactéria Bacillus anthracis. Que em sua forma mais virulenta é altamente letal e possui um mecanisco incrível de sobrevivência).
Apesar dos integrantes serem amigos, nunca trabalharam juntos. Esse fato faz com que o grupo seja um novo desafio para todos. Tanto do ponto de vista de trabalhar em equipe, como com compreender as diferenças e respeitar as opiniões diversas. Acreditamos que esse período será de grande aprendizado.
            Nossos interesses com a disciplina são conflitantes, cada um deseja alcançar e aprender algo com a mesma. Apesar das diferentes expectativas, será uma maneira de compartilhar conhecimento e ajudar um ao outro.
            Então agora é se dedicar ao máximo, e aproveitar cada segundo pra aprender coisas interessantes que nos ajudarão na nossa formação de técnico.

Bacillus anthracis
  •  Bactéria Bacillus anthracis. Como outras espécies de bacilos, B. anthracis tem formato de bastonete e é Gram positiva.