quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Doença de Lyme



Doença de Lyme
1.      Informações básicas da doença
A doença de Lyne, também conhecida como Barreliose de Lyne, foi descoberta em 1976. Essa doença que é típica de áreas de animas silvestres, florestas e carrapatos é causada pela bactéria Borrelia burdgdorferi, a qual é seu agente etiológico, e transmitida comumente por carrapatos.
As crianças e os jovens adultos que vivem em áreas endêmicas possuem mais chance de contrair a doença, especialmente no verão e outono. A Barreliose de Lyne é rara no Brasil havendo menos de 150 mil casos por ano, segundo dados estatísticos. Enquanto, nos Estados Unidos da América (EUA) é a infecção transmitida por insetos mais comum.
O indivíduo para ser acometido pela Barreliose de Lyne deve ser mordido por um carrapato infectado. Esse inseto deverá ficar junto a pele da pessoa por mais de 36 horas, sendo improvável adquirir a doença caso o carrapato seja removido pouco tempo após a mordida.
O diagnóstico é feito através da junção das seguintes informações: sintomas clínicos, dados epidemiológicos e testes laboratoriais. Os sintomas clínicos geralmente causados são erupções cutâneas na forma de alvo e sintomas análogos aos de gripes, além de dores nas articulações e fraqueza nos membros.
Normalmente, o tratamento é feito pelo uso de antibióticos, de acordo com o quadro apresentado pelo paciente, ou seja, se há febre recorrente, por exemplo. Os pacientes costumam ser curado e não apresentar sequelas. 
2.      Informações básicos do agente etiológico
A doença de Lyne é causada pelo complexo Borrelia burgodorferi que compreende 14 espécies: Borrelia burgdorferi Sensu Stricto, B. garinii, B. afzelii, B. spielmanii, B. andersonii, B. bissettii, B. valaisiana, B. lusitaniaeB. japonica, B. tanukii, B. turdae, B. sínica, B. californiensis B. carolinensi; sendo as quatro primeiras associadas a doença. 
As bactérias do complexo Borrelia burgodorferi são espiroquetas helicoidais contendo de 3 a 10 espiraise de 7 a 11 flagelos localizados no espaço periplasmático da mesma. Gram negativas e aeróbeas, essas bactérias passaram algum tempo pertencendo ao reino Protozoa, gênero Flagelata, até que bacteriologistas do final dos anos 1940 reclassificaram-na como bactéria.

A capacidade de se aderir às células de seus hospedeiros, mediada pelas lipoproteínas de superfície Dbp, evade o sistema imune tornando mais dificil o reconhecimento e a eliminação da Borrelia burgodoferi. Diversas proteínas presentes na B burgodoferi mediam sua interação com a matriz extracelulas dos tecidos hospedeiros, fixando-a no mesmo a partir da interação, principalmente, com a fibronectina. Por fim a alta presença de polimorfismos no complexo B. burgodoferi dificultam a atuação do sistema imune.


Figura 1: Esquema didático sobre a doença de Lyme. Fonte:https://extra.globo.com/incoming/15830082-ebe-f51/w448/carrapato-web.jpg

3.      Link para mais informações (vídeo)


4.      Bibliografia
o   https://tuxdoc.com/download/factores-de-virulencia-de-borrelia-burgdorferi_pdf, acessado em 29/11/17 às 8h48min.
o   https://rbmfc.org.br/rbmfc/article/viewFile/349/241, acessado em 29/11/17 às 8h48min.




Brucelose: A febre mediterrânea.

A brucelose é uma das muitas doenças causas por infecções bacterianas. Também conhecida como Febre de Malta, de Gibraltar, ou mediterrânea, é uma doença zoonótica infecciosa causada pela bactéria Brucella. A mesma é uma bactéria Gram-negativa que pertence à família Brucellaceae. As células possuem forma de bastonetes curtos e ovais (bacilos/cocobacilos) imóveis, normalmente isoladas ou, com menor aparição, aos pares ou em cadeias curtas.
Apesar de ser subestimada no meio médico, é uma das mais importantes e perigosas zoonoses bacterianas. Chega a atingir a cada ano mais de meio milhão de casos novos, principalmente em países em desenvolvimento. É considerada hiperendêmica em áreas do Mediterrâneo, Península Arábica, Índia, México, América Central e América do Sul. 
Ela afeta principalmente animais, incluindo cabras, ovelhas, camelos, porcos, cervos, bovinos e cães. Os seres humanos desenvolvem essa infecção quando entram em contato com animais ou produtos de origem animal que estejam contaminados.
Os locais que se dizem livres da doença, podem ter a mesma “importada”, um fato relatado pelas cínicas de viagens médicas. Algumas áreas do globo chegam a ter prevalência de 10 casos por 100.000 habitantes e, embora seja raramente fatal nos seres humanos (letalidade de 0,1%), causa principalmente abortos e infertilidade.



HISTÓRIA


De acordo com Greenstone (1993), no final do século 19, na ilha de Malta, milhares de soldados britânicos desenvolveram uma doença caracterizada por febre, calafrios, mal-estar, linfadenopatia e, muitas vezes, choque e morte. David Bruce, microbiologista enviado pelo governo britânico, isolou, em colaboração com um microbiologista maltês, um microrganismo a que chamaram Micrococcus melitensis, em amostras coletadas de soldados. Mais tarde, em sua homenagem, a doença passou a ser denominada brucelose.           Em 1905, Dr. Themistokles Zammit, um médico da República de Malta, demonstrou que cabras abrigavam o germe e eram fontes de infecção para os soldados ingleses que bebiam leite de cabra fresco. O governo britânico determinou que os soldados parassem de beber o leite, e, dessa forma, a doença e a morte associada à doença diminuíram drasticamente.                                      
Em 1917, os veterinários dinamarqueses Bang e Stribol isolaram o agente causador do aborto enzoótico dos bovinos denominando-o Bacillus abortus. No ano seguinte, a pesquisadora americana Alice Evans publicou um trabalho importante para o conhecimento da brucelose quando demonstrou as semelhanças morfológicas, imunológicas e de cultivo entre as bactérias isoladas por Bruce e Bang (POESTER, 2009). Conforme a Organização Pan-Americana de Saúde (2001), a distribuição geográfica da doença é mundial. A distribuição das diferentes espécies de Brucella e seus biovares varia de acordo com a região, sendo a Brucella abortus a de maior distribuição.           
  A primeira referência a respeito da brucelose humana no Brasil foi encontrada em trabalho de Carneiro, professor de Microbiologia da Faculdade de Medicina de Porto Alegre, que, em 1913, descreveu um caso de brucelose. Tratava-se de um homem que fora a Cidreira-RS e, no hotel em que se hospedara, tivera a oportunidade de ingerir leite de vaca; logo depois começou a sentir uma série de sintomas que foram relacionados aos da brucelose (PACHECO; MELLO, 1950).

TRANSMISSÃO

A brucelose é transmitida de animais para seres humanos de várias maneiras.
·         Consumo de leite não pasteurizado ou queijo de ovelha e caprinos infectados. 
·         Carnes mal passadas.
·         Inalação do organismo ou por contato direto com as secreções de animais infectados.

Pessoas adultas que possuem trabalho no campo ou que vivam perto de abatedouros e de casas de carne ficam também mais predispostas a contrair brucelose.
Transmissão de humano para humano é muito rara (via contato sexual e amamentação, transfusão de sangue e doação de medula), são as principais formas.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico pode ser feito tanto pelo isolamento e identificação da bactéria (diagnóstico direto) como pela pesquisa da resposta imunológica à infecção (diagnóstico indireto).
O diagnóstico direto é feito através de exames bacteriológico dos tecidos e produtos dos animais infectados (tecidos fetais e genitais) e o diagnóstico indireto pela pesquisa de anticorpos, através da sorologia, bem como pela pesquisa da resposta celular pelo teste cutâneo ou testes in vitro. Os testes sorológicos permitem a pesquisa de anticorpos no soro, líquido seminal e leite dos animais infectados.

INFECÇÃO

      Em animais a bactéria tem como portão de entrada no organismo a via oral ou venérea. Esta se prolifera no linfonodo satélite, e migram para os testículos, úbere, articulações e útero. Nas fêmeas, a Brucella tem tropismo pelo eritritol (hormônio produzido pela placenta no terço final da gestação para sinalizar que o feto está pronto), então ela vai para a placenta e causa lesões em glândulas uterinas e carúnculas. Essas lesões provocam endometrite ulcerativa e aborto. Nos machos, a bactéria tem tropismo por hormônios masculinos, como a testosterona, então esta vai para os testículos e causa lesões, que levam a orquite, podendo causar até a infertilidade. A Brucella também pode causar danos às articulações, onde causa bursite e artrite

O AGENTE ETIOLÓGICO

Brucelose em humanos é predominantemente causada por quatro espécies diferentes de bactérias Brucella: Brucella melitensis (cabras, ovelhas, camelos), Brucella suis (suínos), Brucella abortus (vacas, búfalos, alces, camelos, iaques) e Brucella canis (cães). Apesar de todas estas espécies podem causar brucelose humana, Brucella melitensis é a mais prevalente em todo o mundo, e isso é sentido como fazer com que os casos mais graves de tuberculose.
Brucella melitensis é uma bactéria patogênica cocobacilar gram-negativa da família Brucellaceae, imóvel, intracelular, não-esporuladora, aeróbica (mas precisam de 5 a 10% de CO2 para crescerem bem). Crescem em 2 a 3 dias em cultivo enriquecido a 37°C. Podem ser lisos ou enrugados dependendo da presença de polissacarídeo O na membrana. São catalase, oxidase e ureasepositivas. Reduzem nitratos a nitritos e são nutricionalmente exigentes.
A Brucella melitensis pode ser transmitida por moscas, por contato direto com o gado infectado, por consumo de laticínios não-pasteurizados ou de carne mal passada ou por aerossóis infectados.
Depois do nascimento ou de aborto a bactéria persiste no útero, placenta e líquidos pós-parto em altas quantidades, sendo muito infecciosos. Quando recém-nascidos convivem com adultos, é comum que os primeiros casos sejam acompanhados de um surto de brucelose para a maioria do rebanho.


SINTOMAS

 Alguns dos sintomas da Brucelose são:
·         Febre
·         Cansaço corporal
·         Dor
·          Enfraquecimento das articulações
·         Calafrios
·          Sudorese
·         Fraqueza no corpo em geral.
Além de a longo prazo pode causar: encefalite, meningite, endocardite, artrites e epididimiorquite. Já nos animais, os principais indicativos da doença são: abortamento, principalmente a partir do sexto mês de gestação, nascimento de bezerros fracos, retenção de placenta, corrimento vaginal, inflamação das articulações e inflamação dos testículos.

TRATAMENTO

O clínico geral, ele solicitará exames de cultura (para isolamento da bactéria no sangue) de amostras de sangue (hemograma) e de tecidos biopsiados para poder diagnosticar a doença, também a sorologia que detecta anticorpos específicos, além da avaliação clínica criteriosa do paciente. Contudo, a análise de cultura pode demorar, pois seu crescimento é lento para gerar quantidades suficientes para análise.
O tratamento deve ser iniciado assim que a doença é diagnosticada. O médico indicará antibióticos para tratamento, realizado durante 2 meses, e só depois deste período é que o paciente se livrará completamente da bactéria da doença. Pacientes que seguem a risca o tratamento com medicamentos, geralmente têm uma excelente resposta de cura. Porém, em caso do reaparecimento da doença, o tratamento deve ser repetido.                             O tratamento se dá a partir da associação de antibióticos (tetraciclinas, rifampicina, estreptomicina e gentamicina aminoglicosídeos ou doxiciclina) que atenuam e controlam os sintomas da doença.  Já no caso animal existe vacinação que atua na prevenção da doença, porém não existe tratamento para os animais já contaminados.
PREVENÇÃO

Para prevenir e aconselhável fazer exame de todo o rebanho anualmente, abate dos animais contaminados, isolamento das matrizes que abortarem, comprar animais somente em rebanhos (plantéis) livres da doença. Isso porque animais com exames de sangue (sorologia) negativos, vindos de rebanhos que têm animais infectados, têm grande chance de também conter a doença, pasteurização do leite, cozimento prolongado da carne em fogo alto, uso de EPIs por parte dos profissionais que manuseiam os animais, dar o destino correto ao material orgânico contaminado e esterilizar equipamentos.

GRAVIDEZ

A transmissão dá bactéria, no ser humano, pode ocorrer por via transplacentária ao feto durante a gravidez, portanto, é algo a se tomar cuidado quando da gestação.
A Brucelose na gravidez pode levar a interrupção da gravidez e interferências no curso normal da gravidez. No entanto, poucos relatos tem documentado o isolamento de espécie de Brucella de fetos humanos abortados ou prematuros humanos natimortos e das suas respectivas placentas ou do sangue materno e lóquios materno.

BRUCELOSE NO BRASIL

No Brasil, de acordo como Sistema de Informações Hospitalares do SUS - SIH/SUS (BRASIL, 2011a), do Ministério da Saúde, de janeiro de 2008 a abril 2011, houve 108 (cento e oito) internações devido à brucelose, no âmbito do SUS, sendo 13 (treze) na Região Norte, 17 (dezessete) na Região Nordeste, 34 (trinta e quatro) na Região Sudeste, 38 (trinta e oito) na Região Sul e 6 (seis) na Região Centro-Oeste. A média de dias de internação por brucelose no Brasil, naquele período, foi de 9,5 dias. Com relação ao número de óbitos ocorridos, foram 4 (quatro) durante este mesmo período, sendo 1(um) óbito na Região Nordeste, 1 (um) na Região Sudeste e 2 (dois) na Região Sul do Brasil.
A brucelose humana no Brasil ainda é uma doença de pouca visibilidade. Por ser um agravo de complicado diagnóstico, pouco se sabe sobre a sua real situação no país. Desta maneira, supõe-se que seja conhecida apenas a “ponta do iceberg” da brucelose humana no Brasil, ou seja, o problema pode ser muito maior do que se tem notícia. É importante o aprimoramento da vigilância epidemiológica acerca da doença, com o fortalecimento, inclusive, de vigilância ativa no que se refere àquelas espécies do gênero Brucella consideradas exóticas no Brasil. É sabido que a B. melitensis está presente em alguns países da América do Sul. Dessa forma, existe a possibilidade deste microrganismo adentrar o país, seja por meio de animais vivos ou de seus subprodutos.          
   A infecção causada por B. canis também pode estar sendo negligenciada. Devido ao contato íntimo entre ser humano e cães de estimação, a B. canis difundida entre estes animais pode ser agente de infecções em seres humanos. Portanto, faz-se necessário investigar a ocorrência da B. melitensis e a prevalência da B. canis no Brasil para que se possa estimar a amplitude da questão. Ressalta-se, também, a relevância da atualização periódica dos médicos no que concerne à visibilidade da brucelose. Muitas vezes não ocorre a suspeita clínica devido ao despreparo dos profissionais de saúde em lidar com zoonoses.                                                                                                                         
Ademais, o estímulo ao uso adequado das ferramentas de diagnóstico laboratorial, bem como sua disponibilidade nos laboratórios do sistema de saúde favorecerá o diagnóstico oportuno e correto, fator primordial para o sucesso da vigilância. A educação em saúde, baseada na comunicação do risco, é fator chave para o controle das zoonoses. No caso da brucelose, a educação sanitária direcionada a que não sejam consumidos alimentos sem fiscalização pode ser eficaz. Neste caminho, a orientação aos trabalhadores que lidam com animais para que utilizem EPIs também é essencial. Portanto, ações de educação são importantes para a promoção da saúde da população, pois possibilitam que as pessoas aumentem o controle sobre os determinantes da saúde e, dessa forma, melhorem sua própria saúde. A parceria entre instituições públicas e privadas, dos setores de saúde pública humana e animal, parece ser o caminho para o controle e erradicação de zoonoses como a brucelose.

VIDEO DE AUXILIO

O link abaixo é de um vídeo para auxiliar o entendimento da doença: https://www.youtube.com/watch?v=2KOW-uA9yec 

BIBLIOGRAFIA













Pubicado pelo grupo Antraz: Caroline Lambet, Karine Abuquerque, Lucas da Nova e Monicke Azevedo. 






TIFO


            Tifo é uma doença que apresenta as bactérias do gênero Rickettsia prowazekii, que são procariotos muito pequenos e consequentemente, essencialmente parasitas, como agente etiológico. Embora muitas vezes seja associada com a febre tifoide, que é causada pela bactéria Salmonellas, essas doenças não apresentam nenhuma relação, e são causadas pelas respectivas e distintas bactérias citadas.

        
 Bactéria Rickettsia 
         Diversas doenças infeccionas agudas, causadas por bactérias do grupo de rickettsias são caracterizadas como tifo, o que faz com que a doença possa ser classificada em Tifo Epidêmico (ou Tifo Exantemático). Ainda que essa doença seja causada por uma bactéria, sua transmissão ocorre através do piolho humano do corpo, Pediculus humanus corporis, ou, em casos mais raros, pelo piolho de cabelo. A transmissão ocorre quando o piolho, ao excretar suas fezes, libera bactérias, que são capazes de invadir o corpo através de feridas invisíveis na pele. Ao atingir o interior de células endoteliais, que revestem os tecidos, esses micro-organismos se reproduzem e provocam a inflamação. O Tifo Endêmico já foi a causa de muitas mortalidades na Europa e na Ásia, devido à condições de saúde mais precárias antigamente. Atualmente, ainda existem focos da doença na Ásia, África, regiões montanhosas do México, e América do Sul e Central, e ela não foi descrita no Brasil.
Piolho

Os principais sintomas são dores de cabeça, calafrio, febre (após duas semanas), dor no corpo e nas articulações, manchas vermelhas (dentro de 4 e 7 dias) e toxemia (presença de toxinas no sangue), que duram cerca de duas ou três semanas. O tempo de incubação do Tifo Epidêmico é de 1 a 2 semanas, com os sintomas sendo evidenciados dentro de 12 dias na maioria dos casos. Uma vez que a doença é causada por bactérias, ela é tratada com antibióticos.

Tifo Endêmico
Existem vacinas para o Tifo Endêmico, mas não são facilmente encontradas e aplicadas. Em casos não tratados, a taxa de mortalidade é de 10% a 40%, e quando a pessoa infectada apresenta mais de 50 anos, a taxa aumenta para 60%. Uma complicação que pode ocorrer, anos após a infecção, é a doença de Brill-Zinsser, causada por rickettsias que se escondem do sistema imune e aproveitam momentos em que o indivíduo apresenta baixa imunidade para se instalarem.
Primeira vacinação contra Tifo

            O Tifo também pode ser classificado como Tifo Endêmico (ou Tifo murino) que é causado pela mesma bactéria, mas é transmitido por ratos, quando há um grande número de roedores contaminados, pois esse quadro obriga a pulga Xenopsylla cheopis a buscar novos hospedeiros. Esse tipo de Tifo é comum em ilhas e zonas portuárias ao redor do mundo, e inclusive, já foi encontrada no Brasil, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. O Tifo murino evolui da mesma forma que o Tifo Endêmico, mas seus sintomas são mais brandos, e as complicações que podem ser geradas são menos frequentes. Como ele também é uma doença bacteriana, também é tratado com antibiótico.
Pulga Xenopsylla cheopis

            O diagnóstico, de ambos os tipos de Tifo, é clínico, feito através dos sintomas do paciente, e análise de dados epidemiológicos a respeito da incidência da infecção em lugares que o paciente frequentou recentemente, e onde ele vive. A existência de exames laboratoriais que detectam a presença do agente etiológico, ou anticorpos para o antígeno da bactéria, ainda é muito pequena. Em alguns casos, o tratamento deve começar a ser administrado antes mesmo do fechamento do diagnóstico, de acordo com a gravidade dos sintomas. Os antibióticos usados no tratamento geralmente são clorafenicol e tetraciclina, e também são recomendados cuidados de suporte para aliviar os sintomas.

Campanha contra o tifo, Afeganistão, 1955-56
            O Tifo é uma doença que pode ser prevenida através da adoção de medidas sanitárias e de higiene que controlem a presença dos animais que podem transmitir, e servir de reservatório para a doença. As epidemias geralmente estão associadas também à situações de pobreza, além da falta de higiene, que são fatores de ordem social, e por isso se tornam mais comuns em períodos de guerra, escassez de água, falta de saneamento básico, em prisões, navios, e etc.


           




                 O texto apresentado tem consiste em uma divulgação científica para leigos.

            A seguir, segue o link de um vídeo didático a respeito do Tifo: https://www.youtube.com/watch?v=zBiuLqnkfVs


Bibliografia:


Todos os links foram acessados no dia 29/11/2017.

     Componentes: 
  •      Ana Cecília;
  •      Ariel Fontes;
  •      Gabriela Calafate;
  •      Tácio Monteiro. 



sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Nova classe de antibióticos combate superbactérias

Em um estudo feito por pesquisadores americanos e franceses, foi descoberta uma nova classe de antibióticos: LPC-069.
 Essa classe mostrou-se eficiente contra superbactérias como a peste bubônica. No estudo feito pelos pesquisadores, a LPC-069 age como um inibidor da Enzima LpxC. A LpxC é uma enzima que atua na biossíntese do lipídio A, sendo este, constituinte dos lipopolissacarídeos da membrana externa de bactérias gram-negativas.
Com a inibição da enzima LpxC, a integridade da membrana da bactéria é prejudicada, e isso é demonstrado nos testes in vitro feito pelos pesquisadores. Vale notar que alguns outros estudos haviam sido feitos com um outro inibidor chamado de LPC-058, porém seus resultados não foram eficientes.
O artigo fundamenta a notícia e poderá, posteriormente, servir de base para novas pesquisas e desenvolvimentos. A LPC-069, passa, a partir de agora, a ser pensada como uma nova alternativa de estudo e criação de antibióticos.

Notícia: http://sbmicrobiologia.org.br/nova-classe-de-antibioticos-combate-superbacterias/

Artigo: http://mbio.asm.org/content/8/4/e00674-17.full.pdf+html

Gustavo Dantas
Victor Ferreira
Mario Ramos
Arthur Verissimo

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Resistência microbiana no contexto hospitalar e método que identifica as bactérias resistentes rapidamente

As bactérias são organismos unicelulares, que podem ser encontrados de forma isolada ou em colônias.  Elas não possuem núcleo celular definido e nem organelas membranosas. Sua morfologia varia, podendo ter a forma de: cocos, bastonetes, espiraladas, entre outras.
A importância das bactérias são diversas, entre elas podem ser citadas: a reciclagem de matéria orgânica, a fixação do nitrogênio, a produção de antibióticos, entre outros. Contudo, elas são responsáveis por causar infecções e doenças.
Apesar de existirem bactérias em todos os lugares e a maioria serem inofensivas, algumas possuem um certo risco à saúde, ao adquirir a capacidade de se tornar resistentes à substâncias, como os antibióticos, por exemplo. Ao ser exposta ao antibiótico, algumas bactérias se adaptam e criam resistência a medicação. Mesmo com os avanços tecnológicos, o impacto da resistência microbiana continua sendo um grande problema na saúde pública.
O artigo "A RESISTÊNCIA BACTERIANA NO CONTEXTO DA INFECÇÃO HOSPITALAR" de Neusa de Queiroz Santos explica como o hospital brasileiro atua como um contexto favorável para a resistência bacteriana. De acordo com Neusa, as infecções hospitalares são decorrentes de 3 forças: o uso excessivo de antimicrobianos nos hospitais, o fato de muitos profissionais da saúde falharem em adotar as medidas básicas de controle de infecção hospitalar e pacientes hospitalizados com sistema imune muito comprometido.
Sabendo de tudo isso, surge a necessidade da elaboração de métodos e novas abordagens para identificar bactérias resistentes nesses ambientes.
Com base nas publicações da turma BM151 no grupo de Microbiologia do Facebook, encontramos uma notícia que é referente a uma resposta para esse problema (https://www.dn.pt/sociedade/interior/um-kit-que-em-duas-horas-identifica-as-bacterias-resistentes-8696095.html acesso em 22/11/2017 às 21:27).
Três médicos do Porto - Portugal criaram uma empresa que desenvolveu um produto que irá permitir saber, de forma rápida, qual antibiótico aplicar ao paciente.
Trata-se de uma metodologia chamada "citometria", que permite a identificação rigorosa de bactérias resistentes ou sensíveis aos antibióticos, em pelo menos 2 horas. A partir dos resultados com o kit desenvolvido, será possível obter uma orientação do que medicar e qual será dosagem.
No contexto hospitalar, isso representa um grande avanço, principalmente em relação aos problemas de infecção hospitalar e resistência microbiana, uma vez que um paciente infectado está constantemente transitando pelo hospital (fazendo exames de raio X, ressonância, etc.).
Portanto, uma identificação mais rápida das bactérias resistentes, pode não só promover a diminuição do uso excessivo de antibióticos, como também a disseminação das bactérias pelos hospitais.


Artigo: http://www.redalyc.org/pdf/714/71409807.pdf

Caio Fernandes
Larissa Moreira
Marco Antônio
Thaysa Ramos

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Video G1 - Qualidade microbiologica do ar em um ambiente de ensino

Estou postando o vídeo do Grupo ERROR 404 por que por motivos técnicos eles não conseguiram acesso ao Blog para fazer a postagem!
Segue o vídeo!